Modelo de Resumo, Introdução, Justificativa e Objetivos.

(usar tópicos da minha dissertação de mestrado como modelo)

ATMOSFERA DE LOJA DE VAREJO:

Um estudo exploratório sobre as interfaces entre Marketing e Arquitetura visando influenciar o comportamento do consumidor.




O que é um Resumo

Apresentação concisa dos pontos relevantes dos conteúdos e das conclusões do trabalho. Deve ser redigido na terceira pessoa do singular, com o verbo na voz ativa, compondo-se de uma seqüência corrente de fases e não de uma enumeração de tópicos, não ultrapassando 1400 toques. Deve-se evitar o uso de parágrafos no meio do resumo, bem como de fórmulas, equações, diagramas e símbolos, optando-se, quando necessário, pela transcrição na forma extensa. Não deve incluir citações bibliográficas. Em geral é redigido no final, após o término do trabalho, pelo próprio autor, empregando termos geralmente aceitos e não os de uso particular.



Exemplo de Resumo



RESUMO (usar espaço simples)

 

Esta pesquisa tem por objetivo geral estudar as decisões relacionadas à atmosfera de lojas de varejo, à luz dos conceitos de marketing e da arquitetura, analisando a influência das variáveis atmosféricas sobre o comportamento do consumidor e nos objetivos específicos faz um detalhamento dos pontos pesquisados. No tocante à parte conceitual, faz considerações sobre a literatura específica relacionando os tópicos principais da teoria geral sobre o assunto. Para dar sustentação às teorias de base, buscou-se na psicologia a considerações pertinentes ao assunto, relacionando atmosfera de loja de varejo e comportamento do consumidor. Uma vez que a presente busca discutir estratégias de marketing para a configuração de espaços de lojas de varejo, tornou-se necessário, no campo da arquitetura, fazer um relacionamento das interfaces destas duas áreas. Seguiu-se à parte conceitual específica, disposição sobre os métodos de pesquisa utilizados, onde procurou-se mostrar o porque da pesquisa de campo, elaboração do protocolo, detalhes da coleta e análise dos dados, bem como a justificativa das empresas escolhidas. Neste ponto é feita a análise dos dois casos, explorando-se as constatações presentes nos relatórios das visitas aos casos selecionados. Este conclui-se com a conclusão e considerações finais feitas às empresas caso.




O que é Introdução

A parte introdutória abre o trabalho propriamente dito, anunciando o assunto, suas implicações e seus limites.

Para a exata compreensão do assunto que será focalizado, uma boa introdução deve preencher dois requisitos imprescindíveis:

a) a definição do assunto.
b) a indicação do caminho a seguir.

Definir o assunto consiste em anunciar a idéia geral e precisa do mesmo e sua importância, a fim de despertar o interesse do leitor.

Uma vez conhecido o assunto, o leitor quer conhecer igualmente o caminho percorrido pelo(s) autor(es). Deve-se então, apresentar as idéias mestras do desenvolvimento: os pontos principais, as deduções mais importantes, os resultados mais significativos. Tem-se desta forma uma visão global (sincrética) do assunto que será tratado no trabalho.



Exemplo de Introdução



INTRODUÇÃO (usar espaço duplo de entrelinhas)

 

                  É preciso entender que há algo mais entre o espaço físico delimitante de um ponto de venda de varejo e o consumidor inserido nele. Algo está no ar. Está se falando do campo das sensações humanas onde os estímulos sensoriais provocados pelo ambiente podem induzir à compra, procurando entender o comportamento do consumidor, onde variáveis como as percepções e sensações tornam-se imprescindíveis para o varejo moderno. Portanto é muito relevante o estudo destas variáveis, a sua compreensão no sentido de aplicar este conhecimento para transformá-lo em vantagem competitiva de mercado. Estudar este tema nos leva a entrar no fascinante campo das sensações humanas. Este campo é enfocado no marketing como "atmosfera", tratado com novos olhos pelos profissionais do mercado, sejam eles administradores de marketing ou varejistas.

                  "O termo ‘atmosfera de varejo’ refere-se a todos os elementos físicos ou não físicos de uma loja que podem ser controlados para aumentar (ou restringir) o comportamento de seus ocupantes, consumidores ou funcionários." (EROGLU e MACHLEIT, 1993, p. 20)

                  Este assunto há muito vem sendo estudado (KOTLER, 1973; DONOVAN e ROSSITER, 1982; GADNER e SIOMKOS, 1985; BITNER, 1992). Variáveis controláveis como música ambiente (ARETI e KIM, 1993; YALCH e SPANGENBERG, 1990), o uso da cor em lojas de varejo (BELLINZZI et al., 1983), iluminação (ARETI e KIM, 1994), compõem um cenário lúdico. A percepção destes aspectos se dá pelo processo cognitivo do consumidor (HAWKINS et al., 1995), cujo objetivo se traduz na efetivação do processo de compra, avaliação de produtos, imagem da loja etc.

                  Por décadas estes mesmos varejistas tem tido o preço como uma das mais importantes ferramentas de marketing. Hoje, dado ao concorrido mercado, mais e mais tem-se buscado concretizar outros elementos na amplitude oferecida pelo mesmo. As pesquisas mostram que a atmosfera afeta a imagem da loja de varejo (SCHOLOSSER, 1998) e que, por sua vez, a imagem que a mesma tem ante a seus consumidores, afeta o processo de seleção da loja no processo de compra do consumidor. (MAZURSKY et al., 1986).

                  Num primeiro momento procurou-se localizar o objeto de estudo "a atmosfera da loja de varejo" no contexto geral do marketing. No segundo momento, como mostra a figura anterior, são apontadas as relações da tríade: atmosfera, comportamento do consumidor e arquitetura, onde, do lado do marketing, aparecem as relações de psicologia do comportamento do consumidor e de outro, da arquitetura, os componentes ferramentais para que se possa alcançar a atmosfera decidida na estratégia de marketing.

                  Em linhas gerais, esta pesquisa trata, no capítulo I – TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO, das linhas iniciais da pesquisa, o delineamento do tema, assim como a justificativa para a sua escolha, além dos objetivos perseguidos pela mesma.

                  

                  O capítulo II – ATMOSFERA DE LOJA: EMBASAMENTO TEÓRICO, discute o embasamento teórico referente à "atmosfera da loja de varejo". No que se refere à revisão de literatura, tanto neste capítulo quanto nos demais de fundamentação, as informações foram buscadas em fontes secundárias (MATTAR, 1992), (livros texto e artigos de revistas e jornais), muito importantes à conceituação das temáticas abordadas em diversos momentos. Para tanto a colaboração de muitos pesquisadores do marketing de diversas Universidades de diferentes partes do mundo foram fator importante na clareza e maior precisão das abordagens aqui realizadas, como, por exemplo, o artigo de Kotler publicado no Jornal of Retailing, 1973 (v. 49), e também de Kellaris, da University of Cincinnati – OH (U.S.A), enviados por eles, como mostram os desenhos:

                  O capítulo III - CARACTERIZAÇÃO DOS FATORES DA ATMOSFERA E SUAS INFLUÊNCIAS SOBRE O CONSUMIDOR, trata do ambiente, uma vez que será nele o foco das intervenções da arquitetura, direcionadas pelas decisões estratégicas de marketing, para que se chegue à atmosfera planejada. Discute-se aqui, sob o ponto de vista da psicologia do comportamento do consumidor, quais são os efeitos da interferência no ambiente, feitas através de ferramentais da arquitetura como iluminação, cor, ventilação etc.

                  O capítulo IV - TEORIA DO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR RELACIONADA À ATMOSFERA DE LOJA, enfoca o comportamento do consumidor e as bases psicológicas envolvidas na questão. Trata do comportamento do ponto de vista do indivíduo, onde são tratados todos os aspectos relevantes da psicologia que tem ação direta a ele.

                  O capítulo V – MARKETING E ARQUITETURA: AS DECISÕES DE ATMOSFERA, já trata da ação, ou seja como devem ser tomadas as decisões arquitetônicas, sob o olhar do marketing, para que se atinja a atmosfera buscada. Neste capítulo discute-se, passo a passo, um plano de ação que deve ser considerado pelo administrador de marketing em conjunto com o arquiteto, no que se refere ao "molde" da atmosfera da loja.

                  O capítulo VI - DESENHO DA METODOLOGIA DA PESQUISA EM ESTUDO DE CASOS APLICADA ÀS QUESTÕES ATMOSFÉRICAS DE LOJAS DE VAREJO, discute, justifica e planeja a metodologia adotada para o presente trabalho. O assunto pesquisado, levou-no a escolha de uma pesquisa de ordem:

Quanto aos fins:

Exploratória

Quanto a natureza das variáveis

Qualitativa

Quanto aos meios:

Estudo de caso

                  As razões que levaram a este desenho de pesquisa, são tratadas com profundidade no capítulo referido. Além destes aspectos, também são formalizados na seqüência da metodologia, pontos fundamentais como o estabelecimento do protocolo da pesquisa, como será feita a coleta de dados assim como a sua análise e relatório final.

 


Justificativa

O mundo vive a revolução da globalização. Na nova era digital não existem mais barreiras nem distâncias. A comunicação é rápida e fácil. Globalizaram-se a informação, o conhecimento, o mercado, o produto, o consumidor.

Em tempos tão competitivos fatores como agilidade, criatividade, ousadia e informação, são indispensáveis para o sucesso no mercado. Para fazer parte deste novo cenário o varejo (e o varejista) não pode ficar estático e chorando o fim dos velhos tempos da "caderneta do fiado", tão comum no varejo de décadas anteriores. O trato personalizado, marca da velha geração do varejo, não pode deixar de existir, mas some-se a ele as novas regras do jogo no mercado.

No marketing, cada vez mais, os administradores buscam soluções para tal competitividade dos novos tempos. À cerca de três décadas pesquisadores importantes vem discutindo uma nova ferramenta do varejo. Desde Kotler nos anos 70 até Donovan e Rossiter nos anos 90, as pesquisas tem se intensificado na busca de trazer para o ponto de venda um novo enfoque do marketing: a "atmosfera". Administradores de marketing tem mostrado que a mesma tem se colocado como um forte aliado dos varejistas, interferindo no comportamento dos consumidores e no ambiente da loja, trazendo vantagem competitiva e, com isso, potencializando as vendas.

Percebeu-se, para o assunto em questão, uma lacuna na literatura existente sobre o assunto. Se o estudo da atmosfera da loja de varejo vai, cada vez mais, ganhando força, percebe-se que seus traços são ainda em linhas gerais e pouco profundos. Na literatura são enfocados com muita superficialidade em textos que discutem o marketing de forma ampla. A maior discussão sobre o assunto tem surgido nos artigos publicados em jornais.

Esta pesquisa, foca, como já citado anteriormente, dentro da questão ampla da atmosfera, o relacionamento entre o marketing e a arquitetura, somando forças na produção de um ambiente de loja ideal, que atenda as especificidades das estratégias traçadas para àquele ambiente de varejo. E nesta direção, o administrador ou varejista que busque suporte na literatura, perceber-se-a desamparado, dada a falta de discussão literária sobre tal tema. Dada a esta necessidade, propôs-se a presente pesquisa, cujo objeto de estudo é: "A ATMOSFERA DA LOJA DE VAREJO".

O escopo do trabalho: DECISÕES SOBRE ATMOSFERA DE LOJAS: Um estudo exploratório sobre as interfaces entre marketing e arquitetura, visando influenciar o comportamento do consumidor, avança no tema trazendo o olhar do marketing, já citado anteriormente, somado, agora, ao olhar da arquitetura para o assunto. Do ponto de vista do marketing as estratégias de mercado, e do ponto de vista da arquitetura, a implementação das decisões relacionadas à atmosfera da loja de varejo. Portanto, entender esta nova ferramenta, suas aplicações e como torná-la possível no ambiente da loja deve fazer parte da amplitude do varejo moderno do ano 2000.




Objetivo geral

Estudar as decisões relacionadas à atmosfera de lojas de varejo, à luz dos conceitos de marketing e da arquitetura, analisando a influência das variáveis atmosféricas sobre o comportamento do consumidor.




Objetivos específicos



*** Clicar na impressora para imprimir formato sulfite A4.